No momento em que o presidente Bolsonaro precisa de apoio, políticos que pediram voto utilizando-se do seu prestígio desapareceram. E alguns apareceram para fazer oposição.
sábado, 28 de março de 2020
# 105 INGRATIDÃO OU TRAIÇÃO?
Policial veterano de ROTA e jornalista diplomado, Lago também é cantor e compositor de músicas que retratam a rotina policial. Na reserva da PMESP, é o único policial a visitar todos as corporações do Brasil, com foco no cotidiano dos policiais militares, e fazer publicação literária. Lançou o livro Papa Mike – A realidade do policial militar,
Se inscreva no Canal do Youtube e acompanhe as publicações de APENAS 1 MINUTO e outros conteúdos jornalísticos e musicais produzidos pelo sargento Lago.
www.youtube.com/sargentolago
+++ CONVITES PARA PALESTRAS E EVENTOS: 11 - 9 8259 1412
E-mail: sargentolago@hotmail.com +++
Leia: Papa Mike - A realidade do policial militar
quarta-feira, 22 de janeiro de 2020
Na estrada, de novo?
Na estrada, de novo?
Saí do
conforto da minha casa na sexta, dia 17, por volta das 10h40. Uma mochila
enorme e pesada e outra mala.
A
experiência é nova. Nova aos sessenta do segundo tempo. O que tem de ameaçador, também seduz. Por isso estou com o pé na estrada, novamente
por um ideal. Dedicação que desisti de explicar pra mim, logo não me peça
explicações do tipo: “O que faz uma pessoa ficar visitando quartéis, depois de
tanto tempo dentro de um”, conforme ouvi de um recruta, no interior do Rio
Grande do Norte. Outro, mais abusado: “Vai aproveitar a vida um pouco, deixa
disso”, em São Paulo. A primeira
pergunta, como disse, desisti da resposta, a segunda, quem a fez não aproveitou
metade.
Envolvido
nesses pensamentos desembarquei em Resende, RJ, horas depois.
O final de semana
na cidade onde passei a infância seria uma prévia para a viagem, motivada por
um encontro, que não aconteceu, com um militar interessado em conhecer o
projeto.
Nem mesmo um
churrasco com a família do amigo que me hospedara amenizou a ansiedade que
antecedia o embarque pra Juiz de Fora, na segunda. Mas serviu para eu reavaliar
a bagagem que trazia e deixar metade para ser pega no retorno.
Embora feito
o contato prévio, com direito a carta de apresentação gentilmente assinada pelo
tenente coronel Massera, chefe interino do Centro de Comunicação Social – C Com
Soc desembarquei na cidade mineira às 16h45 ainda sem a autorização para as
visitas.
Busquei um
hotel, de onde aguardaria na terça a resposta da minha solicitação.
Uma oficial
do Estado Maior, em Belo Horizonte, em contato intermediado pelo major Cabral,
também do C Com Soc, se encarregou de despachar a demanda com o comandante
mineiro, mas em razão dos compromissos dele, que bem conhecemos - por ter trabalhado
no Quartel do Comando Geral, em São Paulo - passou a terça e a resposta não
veio.
Então me
restou, nessa espera, enquanto minhas lentes não focam os guerreiros das Minas
Gerais, observar o cotidiano dos habitantes juiz foranos.
Acomodado num hotel barato, no centro da cidade, na segunda-feira saí em
busca de um local para comer e achei um boteco mais adiante.
Enquanto
aguardava, iniciei minhas anotações num caderno que trago e observei um grupo
de trabalhadores em final de expediente, tomando seus aperitivos, esperando o
jantar. Num outro canto, duas moças, ainda com o uniforme da empresa, tomavam
cerveja e riam olhando seus celulares. Pouco depois, as moças saíram, os
rapazes jantaram e foram embora e eu permaneci mais um pouco, conversando com o
proprietário do bar. Depois retornei para o hotel e dormi.
Na
terça-feira caminhei pela movimentada cidade, que tem cerca de 560 mil
habitantes.
Construída
entre morros, Juiz de Fora lembra, em suas ruas apertadas e sombrias, o centro
do Rio de Janeiro. Pela proximidade, encontram-se cariocas e capixabas. . “Mas
é bem tranquilo viver aqui”, disse Helder, o simpático motorista do UBER que me
levou da rodoviária para o hotel.
Engana-se
quem pensa encontrar o pacato mineiro da literatura de Drummond. Pelas calçadas trafegam jovens com
as mesmas características dos grandes centros. Diferem-se apenas no sotaque.
Perto da
hora do almoço, saí em busca de um local para almoçar. Pedi sugestões e,
acreditem, até praça de alimentação do shopping me sugeriram.
Com o tempo
ocioso preferi seguir o próprio instinto e saí observando os muitos lugares
disponíveis. Um tinha o cheiro maravilhoso, mas o ambiente era muito “pit stop”,
e eu pretendia alongar nas observações. Outro, nada de diferente. Então fui
seguindo até que achei o botecão.
Avaliando os próprios gostos,
descobri a inclinação para o simples e o sofisticado. O agora
prato feito me enchia de satisfação pelo cheiro, sabor e ambiente. Arroz,
feijão, macarrão, angu, carne cozida e salada.
Enquanto
comia, conversava com as três pessoas presentes e a senhora que nos servia.
Chamou-me a atenção um senhor, comendo um salgadinho. Vestia uma camisa que se parecia a uma farda da PM mineira. Seria um antigão? Não perguntei.
Enquanto a família Lago celebra nesta quarta-feira, 22 de janeiro, o
aniversário da nossa mana mais velha, Lucia Helena, cuja alegria nos contagia,
estou aqui aguardando a permissão para o trabalho, num quarto de hotel. Mas
como veterano, sei que está tudo dentro da normalidade. É assim mesmo. Logo vai
chegar a ordem e seguiremos em frente.
Atualizando: Como previa,
às 12h07 a autorização chegou. Quinta, no início do expediente, me apresento
para o trabalho.
PS. Sem revisão.
Policial veterano de ROTA e jornalista diplomado, Lago também é cantor e compositor de músicas que retratam a rotina policial. Na reserva da PMESP, é o único policial a visitar todos as corporações do Brasil, com foco no cotidiano dos policiais militares, e fazer publicação literária. Lançou o livro Papa Mike – A realidade do policial militar,
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sábado, 4 de janeiro de 2020
APOIE ESTE PROJETO DE VALORIZAÇÃO DOS POLICIAIS DO SERTÃO
Com o Projeto Polícias Militares do Brasil, iniciado em 2010, me dedico a conhecer e divulgar as PMs com destaque para o profissional e suas dificuldades e anseios. Estive em todas capitais brasileiras e algumas cidades do interior e publiquei o livro Papa Mike - a realidade do policial militar.
Desta vez o foco será o policial que trabalha no sertão.
Dos desafios que terei - além de conseguir o recurso financeiro - já que o projeto sempre contou com financiamento pessoal, o maior será enfrentar o calor do sertão, em pleno verão, contudo o ideal que me move é maior que o temor dos desconfortos esperados.
Toda valor doado é bem-vindo.
ACESSE A VAQUINHA POR ESTE LINK: http://vaka.me/841615
Policial veterano de ROTA e jornalista diplomado, Lago também é cantor e compositor de músicas que retratam a rotina policial. Na reserva da PMESP, é o único policial a visitar todos as corporações do Brasil, com foco no cotidiano dos policiais militares, e fazer publicação literária. Lançou o livro Papa Mike – A realidade do policial militar,
Se inscreva no Canal do Youtube e acompanhe as publicações de APENAS 1 MINUTO e outros conteúdos jornalísticos e musicais produzidos pelo sargento Lago.
www.youtube.com/sargentolago
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E-mail: sargentolago@hotmail.com +++
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sexta-feira, 3 de janeiro de 2020
CAPITÃO OLIVEIRA HERÓI DO SERTÃO
Imagens inéditas do Capitão Oliveira, um guerreiro de catinga emboscado e executado em razão do seu trabalho no combate ao tráfico de drogas e crime de pistolagem.
Este documentário faz parte do Projeto Polícias Militares do Brasil, e foi realizado no sertão sergipano, em 2010, quando ele ainda era tenente.
Orgulhoso e bem humorado, apresentou os seus companheiros, em seu local de trabalho, e me deixou com a sensação gostosa de que não é a gente que escolhe a missão. A missão que nos escolhe.
Conheça o Capitão Oliveira, o herói do sertão.
No período que estive em Sergipe, em 2010. escrevi um texto sobre essa visita ao sertão e publiquei aqui no blogue com o título DEBUTANDO NO SERTÃO
Este documentário faz parte do Projeto Polícias Militares do Brasil, e foi realizado no sertão sergipano, em 2010, quando ele ainda era tenente.
Orgulhoso e bem humorado, apresentou os seus companheiros, em seu local de trabalho, e me deixou com a sensação gostosa de que não é a gente que escolhe a missão. A missão que nos escolhe.
Conheça o Capitão Oliveira, o herói do sertão.
No período que estive em Sergipe, em 2010. escrevi um texto sobre essa visita ao sertão e publiquei aqui no blogue com o título DEBUTANDO NO SERTÃO
Copyright © Sargento Lago
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domingo, 29 de dezembro de 2019
Como atua a Polícia Militar no sertão?
Dando
continuidade ao Projeto Polícias Militares do Brasil, em sua
terceira edição, atendendo a convocação da missão, que tenho
como ideal, estou de partida para o sertão. Pois é, enquanto todos
querem praia neste verão, irei ao sertão documentar a vida severina
dos nossos companheiros policiais militares e dar voz aos guerreiros
esquecidos nos inóspitos terrenos do sertão nordestino.
Vou
viajar no mês de janeiro, com previsão de retorno em 45 dias, “Do
Vale do Jequitinhonha aos sertões baiano e sergipano”.
Como
nesses locais a dificuldade de conseguir hospedagem e alimentação
em quartéis é maior, vou precisar de recursos superiores ao que
possuo. Por isso estou fazendo uma vaquinha virtual.
Todo valor doado é bem-vindo.
Estou disponibilizando
o meu livro Papa Mike, como contrapartida, para doações acima de R$
50,00.
Solicito
que acesse a Vaquinha Virtual por este link: http://vaka.me/841615
Conto
com a sua doação e também com a sua divulgação.
Agradeço
antecipadamente a sua participação
Grande
abraço
Sargento
Lago
Policial veterano de ROTA e jornalista diplomado, Lago também é cantor e compositor de músicas que retratam a rotina policial. Na reserva da PMESP, é o único policial a visitar todos as corporações do Brasil, com foco no cotidiano dos policiais militares, e fazer publicação literária. Lançou o livro Papa Mike – A realidade do policial militar,
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domingo, 22 de dezembro de 2019
A nobreza da luta
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| Sargento Lago 1985 / 2019 |
De
uma família numerosa e poucos recursos, morando na Zona Leste,
periferia de São Paulo, onde a xepa da feira era um recurso a ser
considerado, em tempos agudos de crise, o anseio pelo conhecimento
tornou-se minha única esperança, naquele diminuto universo de
oportunidades.
Essas
recordações vieram a mente enquanto observava uma foto minha atual,
daquelas que a gente escolhe o cenário apropriado para agregar à
pose, se ajeita no melhor ângulo e clica várias vezes, pra escolher
e postar nas redes sociais.
Nela
não vi apenas o veterano Sargento Lago, com tantas histórias e
algumas conquistas. Meus pensamentos retrocederam e enxerguei na foto
a luta que teve aquele jovem policial inseguro e com carências, mas
cheio de desejos de conquistas e esperançoso por alcançá-las.
A
única calça jeans, desbotada pelo uso e não por causa da moda - e
ainda bem que era moda - já rasgada - e aí sim, nem era moda ainda
- saía do corpo apenas na hora de dormir ou enquanto estava lavando.
E muitas vezes o processo de secagem era abreviado com o ferro de
passar roupa, em razão da necessidade de sair.
Ano
após ano o desejo de ser "alguém na vida” foi motivo de
resignação nos sábados melancólicos em que o consolo eram os
bate-papos com os amigos com o mesmo grau de dificuldade financeira.
Ter
que sufocar o desejo de uma conquista amorosa por não ter sequer uma
roupa decente para o encontro era muito frustrante. Toda garota que
tivesse a pele e o cabelo mais cuidados era considerada rica, logo
inacessível. E, assim, foram muitas as desilusões, em amores
platônicos.
Ingressei na Polícia Militar atendendo a exigência escolar mínima. Para conquistá-la, tive que bater em várias portas escolares, sem sucesso, e, por fim, conseguir por meio do “supletivo”, recurso que permitia sintetizar os três anos do ensino médio com a metade do tempo e da conquista intelectual. Mas fazia parte da regra, então utilizei-me dela.
No serviço a condição de policial me permitia conhecer muitas pessoas. Nelas buscava meu aprendizado de vida. Conversar, conversar, conversar. Dedicava-me a isto. Do velho a criança. Do mendigo ao milionário. A profissão oferecia essas oportunidades.
Nas madrugadas frias, enquanto preservava um cadáver, numa quebrada qualquer - sem ao menos um bar por perto para tomar café - quando o assunto com o parceiro esgotava, acendia um cigarro, quando ainda me permitia esse mau hábito, e - observando o pobre moribundo que tivera seus sonhos e planos encerrados com a morte - imaginava o rumo que poderia dar ao próprio destino.
Era um misto de ansiedade e força para vencer. Por isso tratei de conseguir a aprovação nos concursos para cabo e sargento. Ainda nos primeiros anos na polícia, já sentia a diferença na mudança de status, ao galgar essas promoções.
O desejo incansável na busca pelo conhecimento tornou-me humilde o suficiente para admitir ignorância e interromper conversas para solicitar explicações dos termos e conceitos que desconhecia. Assim adquiri, dentro de todas limitações que tinha, a evolução gradativa ao ponto de sequer perceber em qual momento meu linguajar foi mudando e que deixava de ser apenas um ouvinte para já conseguir estabelecer um diálogo com pessoas cujo nível intelectual era alvo da minha admiração.
Concluir o curso de jornalismo contribuiu na autoestima. Sentia orgulho ao responder qual curso frequentara. Ficava com a sensação que minha opinião ganhava credibilidade, assim adquiri convicção para emiti-las.
Todas experiências agregaram. O curso de paraquedismo trouxe o controle sobre o medo de altura e a perspectiva de dimensão, a partir da altitude, que tornava um estádio de futebol do tamanho de uma bola de gude. Ajudando concluir que a observação distanciada dos problemas pode deixá-los menor.
Utilizei-me do talento para trabalhar a composição musical e isto me mostrou ser possível viver com a realidade cruel da sociedade desigual, sem enrudecer.
E viajar, certamente, das experiências, foi a mais agregadora.
Percorrer cada estado deste imenso Brasil - trocando em miúdos as emblemáticas questões - vistas, até então, apenas pelas telas das tevês, com opiniões conceituais de quem as transmitia - proferidas com o sotaque e o vocabulário dos nativos, com liberdade para interagir com a informação, trouxe a real compreensão dos problemas longínquos que refletem nos grandes centros.
A fotografia que observava exibia a melhor imagem de um homem envelhecido, enquanto as lembranças perpetuavam o jovem vigoroso com suas fragilidades. Em comum ambas traziam o desejo pela evolução como ser humano. Do anseio por construir pontes entre o sonho e as conquistas.
Projeto em todo jovem policial que encontro nas ruas a busca pelos mesmos anseios que tive.
Em tempos de maiores oportunidades e informações, porém também do crescimento do descaso e do desrespeito ao humano, onde banalizam-se sentimentos e sonhos e que valores indisponíveis são negociados em moedas baratas, avalio que o grau de dificuldade que o recruta Sargento Lago enfrentou para galgar cada degrau no seu caminho equivale-se ao do jovem policial atual. Por isso há-se de recrudescer os ânimos e lutar com fibra e garra. Ambicionar a vitória é legítimo. Lutar por ela é nobre.
Ps: A nobreza da luta - Como o recruta tornou-se veterano (Não teve revisão)
Policial veterano de ROTA e jornalista diplomado, Lago também é cantor e compositor de músicas que retratam a rotina policial. Na reserva da PMESP, é o único policial a visitar todos as corporações do Brasil, com foco no cotidiano dos policiais militares, e fazer publicação literária. Lançou o livro Papa Mike – A realidade do policial militar,
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