terça-feira, 30 de setembro de 2008

Concurso valoriza policiais

Caro(a) Policial,


Você que ainda não inscreveu sua ação policial no IV Prêmio Polícia Cidadã tem mais uma chance de concorrer à R$ 6 mil ou bolsas de estudo da faculdade IBTA, que podem ser transferidas para seu(a)

filho(a) ou cônjuge!

As inscrições foram prorrogadas até o próximo dia 20 de outubro!

Policiais civis, militares e técnico-científicos alocados em unidades de São Paulo (DECAP/CPC), Região Metropolitana (DEMACRO/CPM), Santos e região (DEINTER6/CPI6), São José dos Campos e região (DEINTER1/CPI1), Campinas e região (DEINTER2/CPI2) ainda podem concorrer, inscrevendo ações policiais de redução da violência e da criminalidade.

O processo é bem fácil! Você pode inscrever sua ação de duas formas: através do site do IV Prêmio Polícia Cidadã (www.soudapaz.org/premiopolicia2008), onde você deve preencher e enviar a ficha de inscrição; ou através da impressão da ficha de inscrição a partir do próprio site do Prêmio, que deve ser enviada pelo correio para o Instituto Sou da Paz (Rua Luis Murat, 260, Vila Madalena, São Paulo, SP, CEP 05436-050).

Não perca tempo, inscreva-se! O que é bom merece ser reconhecido!

Maiores informações sobre o IV Prêmio Polícia Cidadã:
www.soudapaz.org/premiopolicia2008
premiopolicia@soudapaz.org

(11) 3812-1333
Falar com Elizabete Albernaz.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Robocop não é homenagem aos policiais



A primeira vez que ouvi a música Robocop, do baiano Marcelo Nova foi no blog Diário de um policial militar. Ela estava relacionada como uma música quase a favor da polícia. Não só ouvi a melodia como também li a letra, para prestar mais atenção em sua mensagem. Não consegui ver nada a favor.

Hoje recebi uma sugestão de uma amiga do Orkut para que assistisse ao vídeo da música, que foi postado no Youtube.

Mais uma vez fique prestando atenção
na mensagem que a pessoa que fez o vídeo queria passar e mais uma vez fiquei sem entender essa confusão. Então decidi escrever esse post para sinalizar os absurdos que a música diz e que não perceberam, por isso estão utilizando-a para homenagear aos policiais.

No início ele diz que “fugia da escola pra ir ao cinema”. Observe que nada é dito por acaso. Está sugerindo aqui que o policial não tem intimidade com o saber, a cultura, o conhecimento.

Mais a frente diz: “eu só prendo mendigo, então pivete ou viado”, ou seja, somos fortes apenas com os mais fracos, que é o caso da criança; os desamparados, que são os mendigos; e, ainda, somos homofóbicos, indicando o preconceito contra os homossexuais.

Sugere que somos corruptos na frase “Guardo uma grana arrochada na sola do
meu coturno”.

“As vezes sinto vergonha da minha corporação”. Se a corporação não é motivo de orgulho para um policial, significa que não deve ser boa.

“Eu amedronto as pessoas a quem devo proteger - Pensam que sou inimigo procuram se esconder - O meu andar assusta, o meu olhar intimida” essa seqüência desobriga qualquer explicação.

“Recebo ordens de doido, doidos por ordens da lei - Mas mesmo fora de ordem, ordens são ordens eu sei”. Quer dizer, se as ordens que recebo vem de uma pessoa insana, coitado do povo. E tem mais, embora detecte que a ordem é absurda, ele cumpre.

“Na esquina da Ipiranga onde cruza a São João - Tudo se move e acontece menos no meu coração”. Mostra um policial insensível, frio e sem sentimentos.

“Meu pai não estava careta quando sangrou minha irmã - Depois me beijou na testa, me disse até amanhã - Então sumiu do planeta nas asas de um caminhão - Mas ainda vou encontrá-lo, vou lhe dar voz de prisão” Nessa parte fica clara a desestrutura familiar. Uma pessoa com uma base dessa teria muita dificuldade psicológica para exercer a atividade policial.

Nessa parte da música não consegui detectar a mensagem, se puderem me ajudar, agradeço. “Eu chorava no quarto quando chegou a TV - Mas não disseram a verdade e nem mostraram porque - Minhas mãos banhadas de sangue, minhas mãos lavadas no horror - Pensaram que era outro filme,chamaram o patrocinador”

Mas, a frase seguinte eu entendi claramente e contraria toda ação policial. O Método Giraldi está aí para confirmar o que digo. “Por isso eu sempre atiro, que é pra depois perguntar”

Então minha gente, fica difícil aceitar essa canção como homenagem aos policiais.

domingo, 21 de setembro de 2008

Ferréz, qual quartel você serviu?



Estava trocando os canais nesse domingo, por volta das 16h00, quando decidi parar no canal 11 da Net. O Canal Universitário apresentava o programa Referências, produzido pela Uniban.

O entrevistado, tido como sendo representante da periferia, falou a maior parte dos 60 minutos de programa, que foi intercalado com depoimentos de seus amigos e admiradores. Ferréz, o seu nome.


Por já ter visto ele algumas vezes na mídia, optei por escutá-lo a ver o futebol.


No que pese sua desenvoltura para defender suas opiniões (que nem sei se posso dizer que são dele, pois o discurso é igual aos demais periféricos que já ouvi), mais uma vez o tom foram as críticas a polícia.


Houve uma peculiaridade que diferenciou a fala de Ferréz. Disse que os policiais militares são tristes. Francamente, de onde ele tirou essa pérola? Qual quartel que ele freqüentou que viu policiais tristes? Ou será que viu passar uma viatura com policiais abatidos e tristonhos?


As vezes tenho vontade de começar falar sobre periferia apenas pelo fato de ter feito patrulhamento com a viatura por lá. Já que eles tiram conclusões da PM com tanta convicção, somente por vê-la fazer o seu trabalho. E olha que eu até já morei na periferia, logo, falaria com mais propriedade do que eles da PM.

sábado, 13 de setembro de 2008

Geraldo Vandré no meu show, que emoção.


Eram oito horas da noite quando Vandré chegou. Foi um dos primeiros. Ainda estávamos fazendo os acertos finais, antes de trocar de roupa para o show. Acomodou-se na mesa mais distante que tinha do palco, estrategicamente programado, para não ficar no meio da muvuca. Tão logo finalizamos a passagem do som, fui ao seu encontro cumprimentá-lo e avisar que logo voltaria.

Quando começamos o show, eram dez da noite. Corri os olhos para constatar e vi que permanecia no mesmo local, escondido atrás dos óculos escuros.


Fui cantando as canções do Cd “De Polícia”, intercalando com as do “Profissão Coragem”, até que chegou o momento de “Pra não dizer que não falei das flores”, canção de sua autoria que regravei nesse último trabalho. Como sabia que ele poderia não gostar de ser anunciado como estando ali no show, apenas fiz menção de que era uma homenagem a ele e que é um amigo por quem tenho muito carinho.

Pouco tempo após o início da canção, o cinegrafista, que sabia que ele estava lá, virou a câmera para o seu lado. A distância fui acompanhando tudo. Quando voltou o enquadramento para o palco, Vandré se levantou e foi saindo lateralmente. Pensei: vai embora, ficou aborrecido. Mas, para minha surpresa, foi ao meu encontro me cumprimentar. Confesso que foi uma emoção indescritível. Em seguida, acenando pra mim, foi descendo as escadas em direção a saída.


Ontem ele completou 73 anos de idade. Embora tenha tantas estórias sobre o seu passado, Vandré continua caminhando e seguindo a canção, pena que não cantando mais.


terça-feira, 9 de setembro de 2008

Show exalta a segurança

Cantando canções que retratam a rotina policial e valoriza os profissionais da segurança, o Sargento Lago se apresenta hoje a noite no Lua Nova Arte e Bar, no Bixiga, acompanhado da banda Cantos do Quartel.

Entre as canções que serão apresentadas estarão Sou Patrulheiro, O Bombeiro é Fogo, Mulher Policial, Somos a Polícia Militar e Profissão Coragem, que homenageia policiais civis, militares, federais, guardas municipais entre outros.


Serviço:



Sargento Lago e banda Cantos do Quartel

Lua Nova Arte e Bar - hoje - 20h

Rua Conselheiro Carrão, 451, (esquina com a Rua 13 de Maio) - Bixiga - Capital/SP - Fone: 011 3284-3350

Ingresso: R$ 10,00


Sobre Sargento Lago


Policial Militar há 27 anos, compõe e canta sobre a rotina policial há 15 anos. Trabalha atualmente na setor de relações públicas da PM e atuou por muitos anos no policiamento de rua. Acaba de lançar seu 3º CD, com o título "Profissão Coragem". Em 2000 gravou o CD "De Polícia", em parceria com o Capitão Rivaldo, que tinha a música "Rap da PM".




11 - 8259 1412

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Mistura de música, ritmos e profissão

Para quem pensa que os únicos meios que um Policial Militar possui para combater a criminalidade e a violência são as armas, se engana.
Exemplo disto é Samuel do Lago Souza, o Sargento Lago, que há 27 anos faz parte da Polícia Militar do Estado de São Paulo e há 15 concilia a carreira militar com a paixão pela música.
O contato com a música começou cedo; influenciado pelo pai que era saxofonista e acostumado a ouvir canções clássicas, logo aprendeu a tocar violão e cavaquinho. Apesar da relação com a música, o Sargento seguiu a carreira militar e o lado artístico começou a nascer em 1993.
Tudo começou com a popularização do movimento RAP, no início da década de 90. O novo estilo musical trazia letras que denunciavam a violência e exclusão das periferias e, que tinham como inimigo, os policiais. Para o Sargento Lago, o outro lado precisava ser apresentado; mostrar a atuação dos policiais era essencial para desfazer a imagem negativa que as músicas mostravam. O meio escolhido para essa tarefa foi a própria música. Através dela o Sargento pôde “cantar” as coisas boas da profissão e mostrar o dia-a-dia dos policiais, com ritmos que vão do samba ao reggae.
“Como policial atendo a sociedade e como músico atendo os policiais”, é assim que o Sargento define seu lado profissional – atende a sociedade porque está sempre pronto para ajudar as pessoas e atende os policiais porque usa a música para motivá-los e mostrar a rotina daqueles que cuidam da segurança pública. Questionado sobre o que prefere: a música ou a carreira militar, o Sargento afirma que é difícil escolher entre uma e outra, para ele as duas se correlacionam e ajudam a criar um estilo próprio.
Hoje, o Sargento já está lançando seu terceiro CD ,– Profissão Coragem – uma produção independente que conta com a participação de renomados nomes do meio artístico, como Benito de Paula, Jair Rodrigues, Planta e Raiz e Dominguinhos.
A mescla de ritmos no novo CD atinge, além dos policiais, diversos públicos. “Música conforta o coração do policial, mas não é direcionada apenas para ele. A música é universal e é uma forma mais fácil de atingir as pessoas com a sua mensagem. A música tem esse poder”, diz o Sargento.
Para maiores informações acesse o site: www.sargentolago.com.br
Tamara Gaspar

Matéria publicada no site Jornal Sul de MInas, hoje, 3 de setembro de 2008.