segunda-feira, 22 de novembro de 2010

AFAM: solidariedade?


Ainda falarei da atuação das entidades que associam os policiais militares do Estado de São Paulo, mas hoje quero especificar apenas a Associação Fundo de Auxílio Mútuo dos Militares do Estado de São Paulo AFAM - que é a que motiva minha prioridade.

Quando entrei na corporação, em 1981, veio descontado no holerith a contribuição para o que se chamava de FAM (Fundo de Auxílio Mútuo). A sede ficava numa sala do Centro Administrativo (Panelão). Tempos depois, coincidentemente, junto a boatos de escândalo, houve a troca de nome para associação e mudaram para um prédio particular.

O carro-chefe da AFAM sempre foi o preço dos remédios mais baratos. Também, como em outras associações, a ajuda financeira para casos específicos: acidente em serviço, natalidade, funeral etc.

Também iniciou um projeto na área de ensino, promovendo cursos preparatórios de excelente qualidade. Mas, para esse caso, nem é preciso ser sócio para freqüentá-lo; mas sê-lo garante um pequeno desconto.

Com o surgimento das farmácias populares e dos remédios genéricos, começou-se a encontrar os produtos com o mesmo preço praticado na AFAM. Logo, perdeu-se seu maior diferencial.

Como recentemente vim desenvolver um projeto na cidade de Salvador/BA, por tempo indeterminado, decidi pedir desligamento do quadro de associados. Para isto, enviei um e-mail para a entidade fazendo a solicitação.

Gentilmente me ligou a funcionária Elisângela, que ficou comigo ao telefone por quase meia hora, embora estivesse fazendo uma ligação interurbana, tentando demover-me da idéia. Como eu argumentei que não iria usufruir dos benefícios por estar fora do Estado , ela passou a dizer que a minha contribuição (em torno de R$ 70,00 mensais) também serviria para ser solidário aos demais companheiros que utilizam.

Depois de muito falar, percebeu que não tinha me convencido e então disse que eu deveria enviar uma correspondência com firma reconhecida para que fosse efetivado o desligamento. Indignado, perguntei se já não bastasse como documento da minha vontade o e-mail enviado, uma vez que a maioria das grandes s empresas se utilizam desse recurso para decisões até mais importantes que aquela que tomava. Sem contar que estava sendo ratificada com aquela ligação.

Como não houve acordo, transferiu-me para falar com o chefe dela, tenente Proença, que repetiu todo o mesmo discurso e depois finalizou que era estatutário, mas que ainda assim levaria ao conhecimento da presidência e me informaria por e-mail a seguir..

Como a resposta não veio, solicitei novamente e, aí sim, fui informado nos moldes que fazem a maioria das empresas que não tem respeito ao seu cliente. Citou friamente o que está no estatuto e, em outras palavras, determinou: “cumpra-se”.

Confesso que me indignei, mas conforme o dito popular “Contra a força não há resistência”, então compete-me a obrigação de cumprir o estatudo. Todavia, como aqui em Salvador abre-se firma em um cartório e no dia seguinte deve-se ir a outro cartório para fazer o reconhecimento de asinatura, tudo isso associado ao sol escaldante da cidade e outros inconvenientes, ainda não fui providenciar o documento e por isso a AFAM continua recebendo impiedosamente meu suado dinheirinho, que ajuda garantir o emprego do nosso coronel presidente e da sua diretoria.

Não foram levados em conta os quase 30 anos de contribuição. Os R$ 25,200,00 (vinte e cinco mil e duzentos reais pagos parcelados fiel e mensalmente. Nada contou.

Dos benefícios que usufruí nesses anos, posso imaginar que não chegaram em dez por cento do contribuído. Mas a AFAM está indo muito bem. Pelo que podemos perceber tem mais receita que despesas. Inauguraram inclusive um colégio, que vai garantir mais renda para a entidade. Mas o que foi feito em benéfico dos associados nesses anos todos?

Temos a cultura do silêncio ou de falar para quem não decide nada. Afinal, quantos se dedicariam a externar a sua decepção?

Este texto é para você que é sócio refletir sobre como é gerido o seu dinheiro e o quanto você é importante para AFAM.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Música para a PM da Bahia

Hoje estive reunido com o comandante geral da PM da Bahia, Coronel Nilton Mascarenhas e o diretor do Departamento de Comunicação Social, Tenente Coronel Sérgio Luiz Baqueiro dos Santos.

Acertamos a gravação de uma música que fiz para a corporação baiana e a minha participação no show de final de ano.

Estou vibrando com as possibilidades que estão se apresentando. A identidade com a Bahia tem sido tão grande que já me declarei um "soteropaulistano".

Coronel Mascarenhas - Cmt Geral da PMBA

Ten Cel Baqueiro - Diretor do Departamento de Comunicação Social