segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Robocop não é homenagem aos policiais



A primeira vez que ouvi a música Robocop, do baiano Marcelo Nova foi no blog Diário de um policial militar. Ela estava relacionada como uma música quase a favor da polícia. Não só ouvi a melodia como também li a letra, para prestar mais atenção em sua mensagem. Não consegui ver nada a favor.

Hoje recebi uma sugestão de uma amiga do Orkut para que assistisse ao vídeo da música, que foi postado no Youtube.

Mais uma vez fique prestando atenção
na mensagem que a pessoa que fez o vídeo queria passar e mais uma vez fiquei sem entender essa confusão. Então decidi escrever esse post para sinalizar os absurdos que a música diz e que não perceberam, por isso estão utilizando-a para homenagear aos policiais.

No início ele diz que “fugia da escola pra ir ao cinema”. Observe que nada é dito por acaso. Está sugerindo aqui que o policial não tem intimidade com o saber, a cultura, o conhecimento.

Mais a frente diz: “eu só prendo mendigo, então pivete ou viado”, ou seja, somos fortes apenas com os mais fracos, que é o caso da criança; os desamparados, que são os mendigos; e, ainda, somos homofóbicos, indicando o preconceito contra os homossexuais.

Sugere que somos corruptos na frase “Guardo uma grana arrochada na sola do
meu coturno”.

“As vezes sinto vergonha da minha corporação”. Se a corporação não é motivo de orgulho para um policial, significa que não deve ser boa.

“Eu amedronto as pessoas a quem devo proteger - Pensam que sou inimigo procuram se esconder - O meu andar assusta, o meu olhar intimida” essa seqüência desobriga qualquer explicação.

“Recebo ordens de doido, doidos por ordens da lei - Mas mesmo fora de ordem, ordens são ordens eu sei”. Quer dizer, se as ordens que recebo vem de uma pessoa insana, coitado do povo. E tem mais, embora detecte que a ordem é absurda, ele cumpre.

“Na esquina da Ipiranga onde cruza a São João - Tudo se move e acontece menos no meu coração”. Mostra um policial insensível, frio e sem sentimentos.

“Meu pai não estava careta quando sangrou minha irmã - Depois me beijou na testa, me disse até amanhã - Então sumiu do planeta nas asas de um caminhão - Mas ainda vou encontrá-lo, vou lhe dar voz de prisão” Nessa parte fica clara a desestrutura familiar. Uma pessoa com uma base dessa teria muita dificuldade psicológica para exercer a atividade policial.

Nessa parte da música não consegui detectar a mensagem, se puderem me ajudar, agradeço. “Eu chorava no quarto quando chegou a TV - Mas não disseram a verdade e nem mostraram porque - Minhas mãos banhadas de sangue, minhas mãos lavadas no horror - Pensaram que era outro filme,chamaram o patrocinador”

Mas, a frase seguinte eu entendi claramente e contraria toda ação policial. O Método Giraldi está aí para confirmar o que digo. “Por isso eu sempre atiro, que é pra depois perguntar”

Então minha gente, fica difícil aceitar essa canção como homenagem aos policiais.

Um comentário:

  1. Realmente a musica roboocop não é uma homenagem aos verdadeiros policiais!
    é sim uma denuncia inconsciente do autor da musica .
    De que Na corporação policial existe lobos Vestido de cordeiro!
    Quanto aos policiais de verdade eles merecem muito
    Mais que uma mensagem equivocada do que é ser policial.
    Merece nosso eterno respeito e gratidão

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