segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Mato Grosso do Sul: PM talentosa

Sargento Guedes e equipe: 3t de drogas apreendidas

Rio Sucuri, Tereré, Sd Laurentino e o Pantanal

Oito de setembro de dois mil e onze, nove horas e quarenta e cinco minutos. Com temperatura agradável, desembarquei no Terminal Rodoviário de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, após 12 horas de viagem, vindo de São Paulo.

Fui ao posto policial para buscar informações de como chegar ao Quartel do Comando Geral e lá conheci o Sargento Guedes, policial de fala tranqüila e sem vaidade, apesar da fama conquistada apreendendo drogas naquele terminal e que rendeu a PM do Mato Grosso do Sul cerca de nove minutos de divulgação no programa Fantástico, da TV Globo.

Ouvir os relatos do Guedes me trouxeram à memória os grandes policiais que conheci durante a minha carreira, e os que ainda tenho conhecido pelo país.

Ele personifica a resignação do homem público que tem convicção da sua missão. Em três anos apreendeu cerca de três toneladas de drogas, que eram transportadas por traficantes nas formais mais diversas. “Temos por hábito vistoriar cerca de 20 ônibus por dia”, disse.

De passagem pela rodoviária, o Soldado Laurentino me ofereceu uma carona até o QCG.

Pernambucano, 30 anos de idade e com uma filha de 16 anos: “Comecei cedo para terminar cedo”, disse, justificando a paternidade prematura.

Simpático e de bom papo, veio para o MS há dez anos, e está trabalhando na PM há um ano e meio.

No trajeto, seu carro, um modelo antigo e com problemas na injeção de combustível, “morreu”. Sem pestanejar e dispensando a minha ajuda, aproveitando-se do declive da rua e o baixo tráfego de veículos, desceu, empurrou segurando o volante de direção e, ao pegar um pouco de velocidade, retornou para dar o “tranco” e prosseguimos viagem.

A falha mecânica não tirou o bom humor nem a gentileza de Laurentino, que deu uma volta a mais no trajeto apenas para que eu visse a fachada bonita de um prédio que sedia uma Unidade de elite da PM.

Antes de nos despedirmos, ainda ofereceu: “Se não arrumar lugar pra ficar, a casinha do Praça está a disposição”.

Apresentei-me ao Major Nakazato, Ajudante de Ordem do Comandante Geral, que gentilmente me conduziu ao 15º Batalhão de Polícia Ambiental, comandado pelo Tenente Coronel Matoso, onde ficaria hospedado.

Lá fui recepcionado com simpatia pelo Capitão J. Martins, paulista que adotou o estado para viver com a sua família.

Durante o período que ali permaneci, observei que o Capitão solucionava os problemas do cotidiano com tamanha facilidade que creditei, além da competência, ao seu bom humor.

Na segunda-feira, dia 12, viajei para Bonito, cidade sul-matogrossense que, te tanta beleza natural existente, acabou ficando com o nome muito singelo.

Lá conheci o trabalho realizado pelo Major Renato e sua competente equipe, da 4ª Companhia do 15º BPMA, além da saborosa refeição servida.

Como sempre busco um bate-papo, descobri o talentoso Soldado Marques, de 35 anos de idade e oito na corporação.

Recepcionando com qualidade os civis que chegavam a unidade, em busca de informações diversas sobre questões ambientais, Marques é daqueles policiais multi-talentosos. Cantor, compositor e faixa preta de Jiu Jitsu, com cinco títulos estaduais e com boa classificação nos campeonatos brasileiro e mundial.

Aguardei seu momento de folga no serviço para solicitar que cantasse uma de suas composições, “Contando histórias”, que retrata a vida de um policial. De tão linda, utilizei para ser a trilha sonora do trailler que produzi sobre a minha visita no Estado.

Fui aos pontos turísticos os quais a PM Ambiental ajuda a preservar, e tive a companhia do Sargento Maciel e do Cabo Gerson, que deram informações importantes sobre o trabalho realizado e características da região.

Depois fui fazer a *Flutuação do Rio Sucuri, observando por quase uma hora a variedade de peixes daquele rio. Vi inclusive uma Anta com seu filhote passando à margem.

Considerei o passeio imperdível, que teve a orientação de um guia e incluiu informações sobre aves e árvores e um pouco da história da região.

Após um dia intenso e maravilhoso, segui viagem em direção a Corumbá, às 18h. Em razão de falta de transporte direto, tive que retornar a Campo Grande e de lá segui destino, chegando seis e meia da manhã no pantanal.

No início da tarde acompanhei o Cabo Rodrigues na fiscalização pelo Rio Paraguai. Vi apenas algumas aves, pois haveria a necessidade de ir mais adiante e não seria possível naquele dia.

No final do dia conversei com o Major Freitas que também me deu excelentes informações sobre o pantanal e o trabalho de preservação que a PMMS tem realizado.

Finalizando minha visita ao Mato Grosso do Sul, fui recebido pelo Coronel Carlos Alberto David dos Santos, Comandante Geral da Polícia Militar, que falou sobre a aceitação da população em relação ao Policiamento Comunitário, que tem contribuído para melhorar a imagem destorcida que alguns tinham em relação a instituição.

Com a missão cumprida, segui em direção ao Mato Grosso com a satisfação de ter conhecido uma corporação muito bem conduzida, repleta de talentos individuais, com perfeito entrosamento coletivo e comprometida com a preservação da natureza e o bem estar social.

Maj Nakazato, Cap J. Martins, Cb Gerson e Sgt Maciel

Cel PM David, Comandante Geral da PMMS

Majores Renato e Freitas e Cabo Rodrigues

Sd Marques: bom policial e multi-talentoso

Agradecimentos:



domingo, 11 de setembro de 2011

EUA: 10 anos depois

Cantando a música "Busque a Paz"

Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, Bom Retiro - São Paulo/SP

Na manhã daquele dia eu havia acabado de entrar de serviço, na Sala de Imprensa da Polícia Militar, quando a TV começou mostrar - em tempo real - o ataque ao World Trade Center, em Nova Iorque.

Após sair do serviço, já em casa, continuei vendo as imagens que foram repetidas à exaustão.

O sentimento de tristeza que me invadia precisava ser colocado pra fora, e veio em forma de canção.

Nas missas de sétimo dia em memória aos policias e bombeiros mortos no atentado terrorista, cantei essa música nos eventos preparados pelo Comando Geral da PM e, no dia seguinte, no Comando de Corpo de Bombeiros.

Busque a paz
Sargento Lago

Eu estou tão triste
Talvez porque estão matando o amor
Só falam em guerra, o ódio encerra
Todo projeto de um dia ser feliz

Eu fiquei tão triste
Ao ver no céu a esperança explodir
Subtraindo o dom divino
de decidir a hora de partir

Estou muito triste
Porque o homem investe na destruição
Sem piedade, só crueldade
Parece a cena que antecede o fim

Cadê a paz? Busque a paz!
Cadê o sentimento que transcende: o amor?


Contra capa do CD que foi entregue ao Cap Daniel, Bombeiro de Nova Iorque

Capitão Daniel e Consulesa dos EUA Carmem Martinez



sexta-feira, 9 de setembro de 2011

E aí, o Paraná

TC Nerino, Cmt do BOPE, Sgt Guerreiro e Ten Josué Souza

Cataratas, em Foz do Iguaçu/PR

Após tentativa frustrada de ver a neve em São Joaquim/SC, cheguei ao Paraná por São Miguel do Iguaçu, às 6h00 do dia 21 de agosto, num domingo que amanheceu muito frio.

Dormi algumas horas e segui para o passeio as Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu. Com as cheias, a água estava barrenta, mas ainda assim o espetáculo foi garantido.

Passei por Toledo/PR e cheguei a Curitiba no “Dia do Soldado”, (Quinta-feira, 25/8, 06h30).

Fui direto para o Quartel do Comando Geral e de lá já fui encaminhado para visitar o BOPE (Batalhão de Operações Especiais, que fica dentro do complexo do QCG).

Na sexta-feira estive visitando a Banda de Música da PM, mas em razão de uma viagem de trabalho, encontrei apenas alguns companheiros, entre eles o grande maestro e arranjador Tenente Josué Souza, que já conhecia de outras oportunidades.

No sábado fui ao Estádio Couto Pereira e vi a atuação da PMPR no clássico Coritiba e Atlético Paranaense.

No domingo recebi o gentil convite e fui almoçar com o Coronel Ramirez e Kátia, sua esposa, em Santa Felicidade.

Hoje na Reserva Remunerada, o Coronel Ramirez foi um Oficial muito competente que me impressionou muito na sua forma de relacionamento com seus comandados, quando estive por duas vezes no Paraná para fazer shows para os PMs. Cheguei lamentar sua inatividade sem ter alcançado o cargo máximo da Instituição. Tenho certeza que teria sido um comandante com postura comptível a grandeza do Paraná.

Impossibilitado de cumprir toda a minha agenda no Estado, por motivos alheios ao meu querer, na terça-feira segui viagem.

A caminho de Toledo/PR

Cel Nóbrega, Subcomandante da PMPR

Abordagem da RONE

Kátia e Coronel Ramirez

Policiamento no Estádio Couto Pereira

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A boa conversa e a franqueza dos catarinenses

Major Réus e Coronel Pedrini


Equipe do PROERD e TC Araujo Gomes

Embora tenha passado por Itajaí e Balneário Camboriú e tido uma tentativa frustrada de ver a neve em São Joaquim, foi em Florianópolis que estive a maior parte do tempo, conhecendo o trabalho dos policiais militares.

Estive na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina onde atua o Sargento Soares, em seu segundo mandato como deputado estadual. Entre outros assuntos, o parlamentar falou sobre a importância de uma representatividade política e defendeu a desmilitarização das PMs.

Em visita pelo Quartel do Comando Geral, conversei com os companheiros da Banda de Música, os Subtenentes Almir José e Aurélio, que falaram um pouco da atividade musical na corporação, bem como suas expectativas em relação à carreira. Também me contemplaram com a audição do hino de Florianópolis, “Rancho do amor à ilha”, de Claudio Alvim Barbosa, o “Zininho”.

Enquanto conversávamos, observei que o Subtenente Henrique, que há pouco estava fardado, surgiu em trajes civis, cheio de estilo. Chamou a atenção o brinco que trazia na orelha esquerda. Também tirou o chapéu para que eu visse o corte de cabelo, fora do padrão militar. “Incomodou muita gente, mas agora já estou aposentando”, disse o policial que, segundo ele, amanhã, dia 25 de agosto, passará para a reserva.

Na passagem pela PM5 fui recebido pelo Major Réus, que fez os contatos para as minhas visitações.

Depois tive uma longa conversa com o Coronel Pedrini, Chefe da Comunicação Social, que fez revelações surpreendentes sobre temas que sempre têm respostas dissimuladas. Falou sobre o motivo pelo qual ainda não foi para a reserva, embora já tenha ultrapassado em oito anos seu tempo de serviço, enquanto o regulamentar exige apenas 30.

Também falou sobre as suas expectativas frustradas na corporação e as conquistas, sobretudo nas relações humanas.

De passagem, cumprimentei o Coronel Nazareno Marcineiro, comandante geral da PM catarinense, que estava gerenciando uma crise institucional, mas soube um pouco sobre o bom trabalho que vem realizando, comentado pelo Coronel Pedrini.

Outra boa conversa aconteceu na sede do 4º Batalhão, com o Tenente Coronel Araujo Gomes, comandante da unidade, que falou com profundidade e clareza sobre temas sensíveis à segurança, mostrando excelente preparo para exercer o seu trabalho.

Passando por uma das salas do batalhão, vi um grupo de policiais do PROERD reunidos e, aproveitando-me da saudação de um deles a mim, quis saber um pouco sobre o trabalho de prevenção às drogas no Estado.

Depois acompanhei uma incursão dos policiais da Unidade no Morro do Mocotó, onde havia uma denúncia de armazenamento de armas e drogas.

A operação foi comandada pelo Tenente Vieira, que foi me passando as informações do “modus operandi” dos criminosos naquele local. Após várias vistorias e abordagens, nada foi constatado.

No início da noite ao Estádio Aderbal Ramos da Silva (Ressacada), onde jogariam Avaí X Vasco da Gama, pelo Campeonato Brasileiro de Futebol.

Antes de a partida iniciar, perguntei ao árbitro Cléber Wellington Abade sobre a segurança nos estádios e ele afirmou: “A Polícia Militar é uma instituição que muito nos honra”.

Comandados pelo Tenente César, cerca de 150 PMs foram escalados para o evento, que transcorreu sem incidentes, exceto o da derrota do Avaí em casa por 2 x 0, permanecendo na zona de rebaixamento.

Cléber Wellington Abade: "PM nos honra"

Tenente Vieira (frente) e equipe no Morro do Mocotó

Deputado Estadual Sargento Soares

Subtenentes Almir José, Aurélio e Henrique

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A Brigada Militar no extremo sul

Policiais do 4º Batalhão, de Pelotas/RS

Cheguei ao Chuí

Cheguei ao Rio Grande do Sul no dia 31 Julho, domingo, com tempo encoberto e temperatura em declínio.

Aproveitei o final do dia e a noite para dar um passeio na cidade.

Na segunda-feira (1), pela manhã estive no quartel do comando geral da Brigada Militar e ali conversei com alguns companheiros. O comandante, Coronel Sérgio, estava ausente, então fiquei de retornar na outra semana.

Na terça (2), acompanhado do Sargento da Reserva Dagoberto Valteman, que conhecia pela internet e depois pessoalmente, numa visita que ele fez a São Paulo, estivemos reunidos com companheiros representantes de entidade de classes e depois fomos conhecer os batalhões de Policiamento Rodoviário, Regimento de Cavalaria, Canil e o de Operações Especiais.

Na quarta-feira (3), ainda com o Dagoberto, acompanhado dos sargentos Nunes e Rodrigues, fomos para Pelotas, distante 259 KM da Capital, onde aconteceu uma reunião entre associações e o Coronel Flávio, comandante regional.

Na quinta-feira (4), pela manhã acompanhei uma cena que muito me tocou. O Presidente da Associação dos Cabos e Soldados, João Domingues, saiu pelas ruas do centro da cidade e homenageou alguns policiais, com a entrega de um troféu. A surpresa dos policias tinha justificativa pelo incomum do ato.

Na parte da tarde visitei o 4º Batalhão, sediado em Pelotas e que é responsável pelo policiamento em mais ww cidades. Lá tive a gentil recepção do Major Cardoso, subcomandante da Unidade que, acompanhado da Soldado Gicelda, das relaçõe públicas, me mostrou as dependências do quartel e falou sobre a rotina de trabalho.

No final do dia saí com os companheiros do policiamento e assisti abordagens e revistas.

Ainda na quinta, à noite, participei ao vivo do programa de TV da Associação dos Cabos e Soldados e, entre outros assuntos, o tema foi a valorização do policial, que, penso, não deve sair de pauta em momento algum.

Na sexta-feira (5) cheguei ao extremo sul o país e permaneci por 24 horas no Chuí.

No domingo (7), acompanhei uma delegação de atletas, de várias categorias, do projeto Chutando as Drogas, da Associação dos Cabos e Soldados, que foi participar da Copa da Amizade em Rio Branco, cidade uruguaia que faz fronteira com o Brasil.

Convidado por Domingues, eu me aventurei participar da equipe de veteranos. O resultado pouco importava, mas nós perdemos, verdade seja dita. Além da medalha de participação, ficou a alegria de fazer novos amigos.

Permaneci na cidade de Pelotas até a segunda-feira (8), quando retornei à Capital. Lá estive com o Comandante Geral, Cel Sérgio, que falou um pouco da necessidade dos comandantes estarem mais próximos da sua tropa.

Em seguida cheguei a Gramado, com todo charme da serra gaúcha, e que ao lado do terminal rodoviário tem o 1º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas.

Em virtude do tempo, optei pelo descanso, na quarta-feira (10), já estarei em Santa Catarina.

Cel PM Sérgio, Comandante Geral da Brigada Militar

Regimento de Cavalaria

Sargentos Nunes, Dagoberto e Rodrigues

Soldado João Domingues (e), líderança e comprometimento

Soldado Gicelda, Major Cardoso e Sargento Simone

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Roraima: Extremo norte do país

Roraima

Cel PM Vitória - Cmt Geral da PM Roraima