sexta-feira, 4 de julho de 2008

Sgt Lago canta Somos a PM em Pirituba

Em evento comemorativo ao "Dia da Mulher Policial", em 2007, cantei para cerca de 1.200 policiais militares e alunos soldados da Escola de Soldados de Pirituba, em São Paulo.

Antes de cantar "Somos a Polícia Militar" havia cantado a música "Mulher Policial", que emocionou as homenageadas.



Somos a Polícia Militar


A música "Somos a Polícia Militar" foi a primeira canção da parceria Sargento Lago e Capitão Rivaldo. Teve repercussão nacional. Hoje é cantada por policiais de todas as polícias militares do Brasil. Esse vídeo foi gravado em 1993, na cidade de São Paulo.


Somos a Polícia Militar

Sargento Lago – Capitão Rivaldo


Quando o dia amanhece

Com o sol a lhe cobrir

Saiba que a segurança

Nós sabemos transmitir

A família tão bonita

Você gosta de rever

Até mesmo esse momento

Nós podemos proteger


Somos a Polícia Militar
Juntos lado a lado

Para o seu bem estar


Se a noite se aproxima

E o povo adormece

Não importa qual o clima

Alguém sempre aparece

É o guardião da vida

Sentinela do futuro

Que lhe cura as feridas

Seja claro ou seja escuro


quinta-feira, 3 de julho de 2008

PM boa de bola



Trabalhando na Diretoria de Ensino, recebi a incumbência de produzir um vídeo para o Programa Vídeo Treinamento da PMESP que entrasse no clima da Copa do Mundo de 2006.

Fiz o rap “PM Boa de Bola”, em parceria com Fernando Areias e Israel Dias, e gravei o clip no Estádio Cícero Pompeu de Toledo – Morumbi, com a participação de policiais militares de vários batalhões. O resultado ficou bem interessante.






Revendo amigos em Campinas/SP.


Acabo de chegar de Campinas, cidade que fica no interior de São Paulo. Morei lá de 1998 a 2000. De vez em quando vou rever os amigos que lá ficaram.

Cidade do interior tem muitas vantagens. Embora Campinas esteja com uma população que já ultrapassou 1 milhão de habitantes, ela guarda algumas características típicas de pequenas cidades. Uma delas é reunir os amigos em pouco tempo.

Cheguei por volta das 11horas. Parei no bar do Savoy, antigo ponto de encontro dos policiais, e liguei para o Subtenente Odílio. Em menos de 15 minutos ele apareceu. Em seguida chegou o Yijider, parceirão de longa data. Fizemos a tradicional festa pelo reencontro e então o Odílio começou ligar para os demais amigos. –“Ô fulano, o sargento Lago esta aqui no Savoy”, dizia a cada ligação que fazia. Em menos de uma hora já estávamos reunidos em 15 amigos. Outros não vieram por estarem de serviço. ( Apenas o Fazani, que trabalha ao lado, aproveitou a hora de almoço para dar um abraço e voltar pro serviço). Passamos o dia inteiro relembrando histórias.

O Dr Rondinelli, que trabalhou com a gente como Soldado, também fez questão de dar uma passadinha por lá para dar um abraço, antes de ir para o seu compromisso no fórum.

No meio da tarde apareceu o De Souza e o seu violão. Então a prosa ficou musicada e se alongou até por volta das 21horas. Estava tão gostoso que vi alguns ligarem para arrumar substituto no bico.

São essas coisas que fazem a gente valorizar cada momento passado na Corporação. Os amigos são jóias preciosas que conquistamos. Um dia encerrará nossa atividade policial, como era o caso do De Souza e do “Shuwisco”, mas a amizade ficará guardada para sempre.



terça-feira, 1 de julho de 2008

Queria fazer uma tatuagem


Estava assistindo uma novela quando vi um ator com uma tatuagem. Desejei ter uma igual, então fui saber qual seria o procedimento, custo e demais informações.

Ao chegar na Companhia, deparei-me com o capitão Aparecido Scrobat, o comandante, que recebeu minha continência devolvendo um abraço. Ele tinha esse hábito. Como meus pais moravam no Estado do RJ, aproveitei essa postura paterna do comandante e perguntei: “Capitão, decidi fazer uma tatuagem! O que o senhor acha? Com a mesma fisionomia alegre que havia me recebido, ele respondeu: “Muito legal, bacana mesmo!” Aliviado, sorri por entender que a minha decisão tinha a provação de uma pessoa mais experiente, logo, imaginei, meu pai também aprovaria. Porém, fui precipitado na minha conclusão, o oficial não havia concluído o seu comentário. Ele prosseguiu: “... Mas, e quando você tiver a minha idade, será que vai continuar sendo legal?” Desapontado, olhei pra ele e disse que não sabia.

Isso aconteceu por volta de 1985, quando estava iniciando o processo de popularização da tatuagem. Felizmente não segui no meu intento devido esse comentário do Capitão Aparecido Scrobat. Por que hoje tenho plena certeza de que não quero exibir uma tatuagem no meu corpo.

Eu sei que hoje é moda. Está mais difícil descobrir quem não tenha uma. Mas o que eu percebo é que a tatuagem tem estereotipado pessoas. Com algumas exceções de quem faz uma tatuagem pra tirar onda, uma boa parte tem usado para externar seus conflitos psicológicos. Quando mais extravagante, maior o conflito. Apesar de não ser psicólogo, tenho chegado a essa conclusão analisando tatuagens e tatuados.

Alguns pais, que eu ousaria chamar de inconseqüentes, apesar de não terem tatuagens, autorizam seus filhos adolescentes a fazerem uma, mesmo sabendo que eles mudam de opinião a cada instante. Fico imaginando... Se a moda acabar, o que será desse povo?

Engraçado mesmo foi a cena que vi hoje perto do metrô Santana. Uma moça, com uns 23 anos mais ou menos, trazia na altura do cóccix uma tatuagem com os dizeres: “Dircélia e Marcos”. O nome do Marcos estava um pouco borrado. Deu pra perceber que havia sido escrito em cima de outro nome que foi mal apagado. Se a Dircélia for uma pessoa volúvel em seus relacionamentos correrá o risco de ficar com o cóccix exposto.

domingo, 29 de junho de 2008

Por que eu canto?



Desde pequeno fui criado num convívio musical. Meu pai era saxofonista amador, mas seu amor pela música acabou nos alcançando também. Como autodidata me iniciei no violão e depois no cavaquinho. Logo percebi que também queria fazer as minhas músicas, e assim descobri que tinha o dom para tal.

Em 1996 gravei um CD. Todas as composições eram de minha autoria. Eram canções que falavam de amor, basicamente. Porém, por falta de oportunidade para divulgar o trabalho, sequer mandei fazer as cópias. Guardo comigo até hoje a matriz que não foi reproduzida.

Em 1997, quando trabalhava no policiamento, comecei observar que não existiam canções que retratassem a rotina policial senão para depreciar os profissionais responsáveis por esse trabalho. Então decidi mudar esse quadro. Gravaria um CD só com músicas sobre o tema.

Enquanto projetava esse trabalho, descobri que seria muito bom ter um parceiro. Então a escolha de um não foi difícil, já que anteriormente o Capitão Rivaldo já tinha sido meu parceiro em algumas canções. Falei com ele que aceitou de imediato.

O resultado foi o lançamento do CD “De Polícia”, em 2000, que teve uma repercussão muito boa na mídia e nos quartéis. Foram vendidos cerca de 5 mil CDs, de forma artesanal.

Com a passagem para a reserva, meu parceiro decidiu priorizar outros projetos, então segui o meu caminho.

O que me move lançar o próximo CD, que se arrasta numa novela de quase 4 anos, são as mensagens que recebo quase que diariamente para continuar nessa caminhada de apoio aos policiais, através da música. Algumas estão aqui no blog em depoimentos.

O meio artístico é muito difícil. As lições de comprometimento, lealdade e disciplina que aprendi no quartel nem sempre são aplicadas no show business. Logo, o que foi acertado numa reunião cheia de boas intenções, não vale nada no dia seguinte.

O lado bom da minha experiência artística é que a exerço por objetivos idealizados. Essa é a minha satisfação. O meu sustento não depende dessa atividade. Porém, não posso bancar esse ideal. Por isso a busca por parcerias, que felizmente tem surgido.

Já tenho a nova data para lançar o “Profissão Coragem”. Mas aviso apenas no dia em que chegar as caixas de CD, direto da Zona Franca de Manaus.

Como policial sirvo a sociedade. Como músico, aos policiais.