segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Polícia Militar em terras alagoanas

Policiais da Rádio Patrulha escoltam torcedores

Foi um último compromisso em Aracaju, por volta das nove da manhã de quinta-feira (13), que contribuiu para que eu perdesse o ônibus com destino a Maceió. Cheguei à rodoviária às 12h37, com sete minutos de atraso.

Ainda tentei alcançá-lo na estrada, mas foi em outro, que iria para Fortaleza passando pela capital alagoana, que consegui viajar.

O contratempo provocou também o desencontro com o Sargento Wandec, da PM5, que me aguardava na rodoviária para conduzir-me à Academia de Polícia Militar Senador Arnon de Melo, onde ficarei hospedado, contudo logo o problema foi solucionado e, por volta das 19h30 já estava alojado.

No primeiro compromisso da sexta-feira, estive pela manhã no Quartel do Comando Geral e, com intermediação do Tenente Coronel Maxwell - Assessor de Comunicação, fui gentilmente recebido pelo exmo senhor Comandante Geral da Polícia Militar de Alagoas, Cel PM Dário Cesar Barros Cavalcante e pelo Sub-Cmt Geral Cel PM Luciano Antônio Silva, que me desejaram boas vindas.

No domingo fui assistir a apresentação da Banda de Música, na área de lazer da praia de Ponta Verde, no programa “Vem ver banda tocar”, projeto desenvolvido pela PMAL desde 1998.

Com repertório variado e tocando vários ritmos, a exibição da banda, que já é tradicional, era aguardada com expectativa pelo público.

Tinha pessoas de todas as faixas etárias na platéia, porém as mais entusiasmadas eram as da terceira idade, que logo nos primeiros acordes começaram ensaiar alguns movimentos ritmados e em pouco tempo já estavam ocupando todo o espaço destinado à dança.

A trilha sonora, com canções saudosistas e contemporâneas, revelou uma atração à parte, Dona Lalá, de 96 anos. Ela não parou um minuto. Segurando sua bengala horizontalmente na altura do peito, que nos picos de euforia levava acima da cabeça, se divertiu, ameaçou tirar um velhinho pra dançar e ainda se solidarizou com uma idosa que só conseguia movimentar os braços com auxílio de uma enfermeira e o incentivo da filha, segurando em sua mão e fazendo passos de dança.

No intervalo entre uma canção e outra, o maestro subtenente Lorinaldo comentou: “A banda de música contribui para a felicidade desse povo”.

Com a imagem maravilhosa do mar, a brisa que amenizava o calor e ouvindo os clássicos musicais brilhantemente interpretados pela Banda de Música da Polícia Militar, a manhã dominical em Maceió foi muito gostosa.

À tarde o compromisso foi acompanhar o policiamento no clássico envolvendo as duas equipes de maior torcida do estado: CSA x CRB.

Os torcedores do CRB se reuniram numa praça próxima a sede de sua torcida organizada Comando Alvi-Rubro e dalí caminharam cerca de quatro quilômetros até o Estádio Rei Pelé, sob escolta da Rádio Patrulha e do Policiamento de Trânsito. Segundo João Gordo, presidente da torcida, a atuação da PM nesse trajeto tem contribuído para evitar atropelamentos e atos de vandalismo.

Do outro lado da cidade, sob escolta dos policiais do BOPE, a torcida Mancha Azul também caminhava para o estádio.

Sem incidentes, as duas torcidas chegaram, foram revistadas pelo efetivo que contava com o reforço de alunos do curso de Formação de Soldados e entraram.

O forte esquema de segurança montado pela Polícia Militar inibiu a prática de delitos, conforme avaliou o comandante do CPC, tenente coronel PM Batinga, “Está tudo tranqüilo”. A mesma mensagem foi reforçada pelo tenente coronel Túlio, comandante do BOPE, “Já que tem tanta falta de diversão pública, estamos trabalhando para que as pessoas sintam-se bem”, disse.

Também satisfeitos com a atuação da corporação estavam o repórter Orlando, da rádio Gazeta e o árbitro da partida Francisco Carlos do Nascimento. “Trabalho perfeito” avaliou o cronista enquanto Chicão, como é conhecido o árbitro, disse que “Sem a Polícia Militar não tem como ter o espetáculo”.

Com uma torcida triste e outra feliz, já que a partida terminou com o placar de 2x0 em favor do Clube de Regatas Brasil, o dia terminou com os policiais retornando para as suas casas com mais uma missão cumprida com êxito, das tantas que escrevem as histórias dos nossos heróis da segurança pública.

Sargento Lago recebe boas vindas do Comandante Geral e Sub-Cmt da PMAL

Subtenente Lorinaldo é o maestro

Dona Lalá, 96 anos e muita vitalidade.

Platéia aproveita para dançar

Chicão e Orlando elogiam a PM

Atenção voltada para a torcida

Revista na entrada do estádio

Do lado externo a Cavalaria se manteve atenta.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

GETAM, cavalaria de aço da PM de Sergipe


Quando os policiais do Grupamento Especial Tático de Motos - GETAM passam pelas ruas da cidade, causam a admiração da população e o respeito dos delinqüentes em potencial.

O fato é que, embora recém criada (2009), essa nova modalidade de policiamento com motos obteve tantos bons resultados que seus integrantes já são considerados de elite na PM sergipana

Nessa última quarta-feira fui conhecer de perto o trabalho desses companheiros.

Embora já tivesse de serviço desde as 07h00, uma equipe retornou à base para que eu pudesse acompanhá-los, no início da tarde.

Orientados pelo capitão Gilmar, comandante e criador do grupo, me deram o uniforme e os equipamentos e, na garupa de uma moto, pilotada pelo soldado Andrade, saí gravando.

A equipe, comandada pelo 2º sargento Bispo Filho , tem mais dois policiais, cada um com sua moto, o cabo Joel e o soldado Valtervan, sendo que uma delas leva um garupeiro, cabo Vinícius, armado de fuzil. Nesse dia, excepcionalmente, e por questões de segurança, foi reforçado com mais um garupeiro, soldado Wesley, também armado com fuzil.

Após rápido deslocamento pelas ruas centrais, fomos nos afastando para um bairro periférico e aí começou ficar clara a vantagem das motos, quando patrulham e fazem intervenções policiais em locais onde não há acesso para viaturas convencionais ou ele é dificultoso.

Entramos numa viela de terra, viramos à direita, depois à esquerda, esquerda novamente, com manobras sempre antecedidas de gestos convencionados do comandante, saímos numa outra rua e aconteceu a primeira abordagem. Dois rapazes, pegos de surpresa com a aparição da polícia, tiveram tempo apenas de jogar algo debaixo de um carro, porém não conseguiram fazê-lo fora do alcance dos olhos do Sargento Bispo Filho, que objetivamente localizou um saco plástico com cocaína e crack e uma quantia em dinheiro.

A ação esteticamente espetacular chamou a atenção dos moradores do bairro e em poucos minutos formou-se uma grande platéia para acompanhar o trabalho dos milicianos.

Essa ocorrência tomou o tempo suficiente para que, após finalizada, recolhêssemos ao quartel.

Lá, por volta das 19h30, nos aguardava o capitão Gilmar que comentou os preceitos do GETAM que, apesar de fazer uma pilotagem de alto risco, é segura, pois tem policiais gabaritados e excelentes pilotos. Também lembrou o padrão eficiente de abordagem, que causa impacto desmotivando infratores.

Certamente vão enriquecer esse documentário, pela beleza e pela eficiência, as imagens da atuação da cavalaria de aço da PM sergipana.


Sargento Lago na garupa do soldado Andrade

Traficantes presos

Trabalho desperta curiosidade da população

Sargento Lago e equipe GETAM

Capitão Gilmar, comandante e idealizador do GETAM

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ator e soldado da PM de Sergipe

Luciano Lima em suas atuações

Entre os colegas do quartel ele já é reconhecido pelo seu talento, por isso, antes mesmo que fale de si, sempre aparece alguém para dizer dos seus feitos como ator. Luciano Lima é o nome artístico e Lima o de guerra.

Soldado da PM de Sergipe há cinco anos, entrou quando já tinha um se apresentando em espetáculos teatrais.

Luciano trabalha no setor de relações públicas da corporação e intercala sua atividade com as artes cênicas onde têm no currículo inúmeras atuações em peças e as participações em três filmes.

Como não interessava apenas ouvir suas histórias, fui vê-lo em atividade no último sábado, no 36º Encontro Cultural de Laranjeiras/SE.

Lima pertence ao Grupo Imbuaça – nome que homenageia um artista popular, o embolador Mané Imbuaça – que é fruto de uma série de oficinas realizadas em Aracaju. Neste evento irão apresentar três histórias curtas que refletem com gracejo a condição ingênua do ser humano e seu antônimo: a esperteza.

Na encenação, se agregam desenhos e formas espaciais do teatro de rua tradicional e elementos estéticos contemporâneos. A peça aposta ainda mais no trabalho de ator – imagem soberana capaz de paralisar o fluxo nervoso dos transeuntes. E no humor jocoso, característico do personagem tipo da cultura popular: inteligente, singelo e catártico, como explica a sinopse da peça.

Cheguei por volta das 15h00 e descobri que o palco onde deveria acontecer a apresentação não havia ficado pronto a tempo e por isto foi transferida para uma quadra perto do local programado.

Logo avistei Lima entre os seus companheiros, que ficou surpreso por eu comparecer, conforme havia prometido. Apresentou-me aos seus colegas e ao diretor, explicando inclusive o trabalho que eu faria para não causar constrangimento entre os demais, por eu focar objetivamente na atuação dele.

Numa distância que não interferia, comecei gravar sua preparação. Separou suas roupas de cena cuidadosamente, fez um pouco de alongamento e começou se maquiar, contudo, sempre muito gentil e solidário, interrompia várias vezes para auxiliar uma colega para apertar um cinto, segurar um espelho ou calçar um sapato.

Enquanto as pessoas se posicionavam sentadas em semicírculo na quadra, os atores finalizavam seus preparativos.

Aproveitei os minutinhos que antecediam o início para saber se estava ansioso e obtive a confirmação: “Sempre dá um friozinho na barriga”.

Logo ao entrar em cena percebi que se tratava de um excelente ator e que levava sua arte a sério. Também mostrou excelente preparo físico, nas várias trocas de figurinos.

Ao final, com o público aplaudindo de pé, Luciano Lima apresentava o semblante visivelmente cansado, mas com a satisfação do trabalho bem sucedido. Como numa ocorrência policial, agora restava aguardar a próxima e começar sentir novamente as mesmas emoções.

Solidariedade com colegas na hora da preparação

Luciano Lima e Sargento Lago momentos antes do espetáculo

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Quem é o Capitão Mano do blog?

Estava ainda em São Paulo quando vi pela primeira vez o blog do Capitão Mano, daqui de Sergipe.

Com textos articulados e protestando contra tudo que entendesse ser contrário aos interesses da categoria policial militar, o blog logo ficou conhecido e começaram chover comentários, com o mesmo anonimato do dono, logo, imagine, ninguém era poupado.

Entender a condição anônima do autor, ou autores, do blog é fácil. Embora haja a liberdade de expressão, garantida pela constituição brasileira, na caserna sabemos que não é bem assim que funciona. Eu fiz uma citação na música “Boca Aberta” do CD Profissão Coragem, sobre este problema: “ Porque aqui a gente fala o que pensa, mas não está acostumado a pensar pra falar, por isso sempre rola uma cabeça e botam logo outra no lugar”. Claro que nesse “pensar”, não me refiro a falta de avaliação do conteúdo, mas ao aborrecimento que ele possa trazer.

O documentário que faço não vai entrar no mérito das questões políticas locais, o foco será meramente institucional, para mostrar o que cada PM tem de melhor, mas estando em Aracaju, curioso que sou, comecei perguntar para todos policiais que tive acesso se sabiam quem era o Mano, mas todos ficaram com um ponto de interrogação no ar. Uns chutaram um nome, mas logo em seguida dizia que também poderia ser outra pessoa e assim foi aumentando a minha agonia em desvendar esse mistério. Afinal, quem seria e com quais interesses mantinha um blog de denúncias?

Ao saber que a PM sergipana tinha elegido um deputado, e por coincidência, ou não, também capitão, pensei: descobri.

Mantive contato com Chris Brotas, assessora de imprensa do deputado estadual eleito capitão Samuel, e solicitei que agendasse um encontro com ele. O motivo explícito seria entrevistar o primeiro representante da corporação na Assembléia Legislativa. Mas, claro, segredei minha curiosidade, já que todos me garantiram que a identidade do blogueiro é preservada com todas as sutilezas possíveis.

Encontrei-me com o deputado em um restaurante da cidade. Com ele estavam alguns assessores, inclusive policiais. Logo após o almoço, nos afastamos para fazer a entrevista e, meia hora de conversa depois, perguntei: Deputado, o senhor que é o capitão Mano? Ele, objetivamente, me respondeu: Não, não sou eu.

Algumas mesas mais adiante, coincidentemente, se reuniam também cerca de dez policiais militares de uma unidade específica, num almoço de confraternização.

Eu já estava guardando meu equipamento pra ir embora quando alguém me tocou ao ombro e ao virar-me vi que era o garçom, que, sem dizer-me nada, me entregou um bilhete. Rapidamente abri e vi que estava escrito o endereço do e-mail do Capitão Mano. Perguntei-lhe quem lhe entregara tal bilhete e me falou que foi uma pessoa que havia acabado de sair e que não conhecia. Olhei para todos presentes para ver se sentia falta de alguém, mas não foi possível descobrir.

Logo que cheguei ao local que estou hospedado redigi um e-mail para ele.

- Prezado capitão Mano, acompanho seu trabalho há tempos e gostaria de poder conversar com o senhor. Sei da sua condição de anonimato, mas garanto-lhe que não tenho interesse em desvendar sua identidade, apenas saber como nasceu a idéia, ou o que motivou a criação do blog.

Após falar um pouco sobre quem eu era e o que fazia no estado, me despedi dizendo que aguardava ansioso.

Passei o dia todo na expectativa de uma resposta, mas ela não veio.

No dia seguinte acordei e fui conferir a caixa de mensagens e também não tinha nenhuma vinda dele.

No início da noite, já meio sem esperança, estava escrevendo esse texto quando vi o anúncio de uma nova mensagem. Era o capitão Mano, que sinistramente escreveu: “Estamos sabendo que vc está aqui em Aracaju. Diga qual o hotel e o horário em que vc poderá nos receber que verificaremos se poderemos comparecer. Capitão Mano”.

Com um misto de satisfação e aflito pelo clima de suspense que ficou no ar, enviei-lhe o meu endereço e disse que o horário estava flexível, exatamente para não haver possibilidade de ele dizer que não tinha espaço em sua agenda.

Já se passaram dois dias e ainda não recebi nenhum comunicado.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Papel de parede PM Sergipe





segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Réveillon inesquecível em Canindé de S. Francisco/SE

Queima de fogos na virada do ano.

Sargento Lago e família ribeirinha, com a qual almoçou no dia 31.

Sargento Feitosa (e) e o sogro Jarbas (d)

Passeio no Cânion de Xingó

Abri os olhos, dei uma espreguiçada e constatei que o meu corpo estava dolorido devido a atividade intensa do dia anterior com os policiais da caatinga.

Estiquei o braço, peguei o celular e vi que estava atrasado para o passeio de catamarã, no Cânion de Xingó.

O banho frio renovou-me as forças que faltavam. Tomei café e saí.

Dos R$50,00 do ingresso, consegui 20% de desconto e fui para três horas de passeio, contemplando imagens maravilhosas, obtendo informações de um guia e com direito a uma parada para mergulho nas águas cristalinas.

No retorno, gentilmente, o sargento Feitosa foi me buscar. Aproveitou o caminho e passou no Xingó Park Hotel, luxuoso hotel, para mostrar-me esculturas de Lampião e seu bando.

Descansei um pouco no final da tarde e, após o jantar, fui para Piranhas, cidade alagoana que divide o estado com Sergipe. Lá conheci o museu do rei do cangaço, já que foi dessa cidade que veio o comandante da volante que o matou.

De retorno para o quartel onde estava hospedado, escrevi um pouco até que logo veio o sono e adormeci, nessa penúltima noite do ano.

Eram 11h00, da sexta-feira, 31 de dezembro de 2010, quando o sargento Feitosa me chamou para ir comer um peixe na beira do rio São Francisco, num povoado chamado Cajueiro. Lá reside seu sogro e família.

No trajeto, confidenciou-me que o que fortaleceu a união com a sua segunda e atual esposa, desejando inclusive ter filhos com ela, foi o fato de seus pais morarem naquele local, que se apaixonou logo ao conhecer.

Ao chegarmos, à distância, observamos sua sogra e uma das filhas lavando roupa no rio e o sogro, um pouco mais adiante, amarrando a canoa, ao retornar de seus afazeres.

Logo fui apresentado e conversamos com a intimidade de um antigo amigo.

Seu Jarbas, o sogro, contou-me um pouco da sua história e dos 32 anos naquele local, dos 58 vividos. Sua esposa apenas lembrou o nascimento dos filhos, que foi em Maceió, por falta de recursos naquele local.

Enquanto o papo se estendia, Feitosa rapidamente começou “tratar” o Cari, peixe com semelhança a um bagre. Aproveitou-se de um pneu de caminhão na beira do rio e, apoiado nele, esfregou os peixes com uma escova própria e fez a limpeza geral. Depois solicitou a André, um garoto de apenas três anos, mas com intimidade com o rio de fazer inveja e depois revelando seu talento de cantor, que levasse os peixes limpos para sua esposa cozinhar.

Enquanto o almoço era preparado, fomos à casa do vizinho de terreno, um ex-prefeito de uma cidadezinha do interior sergipano, que também é compadre do senhor Jarbas. Lá batemos um bom papo, ouvi “causos” interessantes que me fez rir muito e depois, ao grito de que o almoço estava pronto, retornamos.

Por volta das 16h00 iniciamos o último almoço do ano, que certamente será inesquecível. O arroz branquinho, a saladinha de alface, tomate e cebola, o pirão e o peixe ensopado transformaram aquela humilde casa num requintado restaurante, devido ao aroma acolhedor e elevado sabor daquele alimento.

Ainda sonolento devido ao consumo desmoderado daquele banquete, retornamos à cidade.

No caminho, apesar do susto que levamos com umas vacas que atravessaram a rua repentinamente, o que de fato empatou um pouco nosso retorno foram as muitas pessoas que o Feitosa tinha que dar atenção. Por ser muito querido, todos queriam de alguma forma prestigiá-lo, ainda assim conseguimos chegar ao quartel por volta das 19h30.

Foi o tempo de tomar um banho, jantar, descarregar as imagens da máquina fotográfica e já estava na hora de voltar para o centro da cidade.

Lá, fomos para o ginásio municipal onde haveria um show e a queima de fogos.

Quando faltava meia hora para meia noite, uma orquestra contratada pela prefeitura iniciou sua apresentação, sem nenhuma empolgação da platéia. Cantaram umas poucas músicas e o locutor iniciou a contagem regressiva.

Logo começou a queima de fogos que, apesar da disparidade de orçamento utilizado na festa do Rio de Janeiro, não ficou devendo em nada para a exigência da população local.

Com abraços, apertos de mãos e votos de felicidades, retornamos ao quartel meia hora depois, e eu já sentia o gosto saudoso de ter vivido um dos melhores réveillons da minha vida.